Em 1730, este solar foi destruído por um incêndio quando o seu morgado Braz Rangel de Lima e família, Margarida Aguiar – esposa e Bernardo Rangel de Sá e Calixto Rangel Pereira de Sá – filhos, assistiam em Coimbra a um auto de fé. No seu lugar foi no séc. XVIII reerguido um palácio que mais tarde veio a pertencer à Casa de Maiorca, mas que entrou em completa em ruína.
Após ter permanecido em ruínas por muitos anos, foi recentemente adquirido por um particular, o qual o submeteu a uma parcial recuperação, Em 2008, esta obra recebeu um prémio municipal de recuperação do património de Montemor-o-Velho. O prémio, instituído desde 2004, distingue a relevância da obra para a recuperação do património edificado do Concelho e a utilização de boas práticas de alteração ou conservação das edificações, numa ótica de recuperação.
O Júri, constituído por 11 elementos representantes de diversas entidades, reconheceu a obra “por considerar que se trata de uma intervenção relevante no âmbito de uma zona antiga, que adtou técnicas e saberes construtivos tradicionais e criou condições para a fixação de novos habitantes”. Referencia também “uma utilização criteriosa dos elementos pré-existentes, integrando-se no conjunto, distinguindo as partes originais das partes novas, assumindo claramente uma rotura entre o contemporâneo e o pré-existente, conseguindo uma cuidada relação com a paisagem envolvente.”
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